quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os principais cuidados com software ao montar um PC

Não basta simplesmente instalar o sistema operacional. Atualize a BIOS, instale drivers e faça ajustes para conseguir o máximo de desempenho e estabilidade de sua nova máquina.

Montar um PC é um processo composto por múltiplos passos. Primeiro é necessário escolher uma plataforma e um gabinete que atenda às suas necessidades. Em seguida é necessário fazer uma boa pesquisa de mercado e adquirir os componentes individuais. Depois que você tiver todos eles em mãos, pode começar a montagem propriamente dita. Detalhamos o processo no primeiro artigo desta série, chamado “Os principais cuidados com hardware na montagem de um PC”.

Mas o processo não termina depois que você fecha o gabinete da máquina, já que é necessário instalar software antes de poder usar seu PC para qualquer coisa. Infelizmente, muitos montadores inexperientes simplesmente encaixam as peças, instalam um sistema operacional “de qualquer jeito” e dão o serviço por terminado. Na verdade, são necessários vários passos para garantir que seu novo computador esteja rodando de forma confiável e com o máximo de desempenho.

É necessário, por exemplo, confirmar que todos os componentes tem as mais recentes versões da BIOS ou firmware, bem como os drivers mais atuais. O sistema operacional também deve ser completamente atualizado, e não devemos nos esquecer daqueles pequenos ajustes que podem ajudar a tirar desempenho extra de alguns dos componentes. Vamos começar?

 

Atualizações de BIOS e Firmware

Há quem afirme que não é necessário atualizar a BIOS ou firmware de um componente a não ser para resolver um problema específico, enquanto outros acham que manter todos os componentes atualizados para impedir dores de cabeça futuras é uma boa idéia. Sou da segunda opinião, já que um firmware atualizado geralmente resolve problemas de compatibilidade e desempenho (que talvez você nem saiba que estão acontecendo), e ocasionalmente traz novos recursos.

Quando você estiver montando seu novo PC, verifique os sites dos fabricantes em busca de novas versões da BIOS ou firmware de componentes como placas-mãe, discos de estado sólido, drives ópticos, controladoras RAID e placas de vídeo. Muitos componentes adquiridos em lojas ou online podem ter ficado parados em uma prateleira por semanas, talvez meses, e durante este tempo o fabricante pode ter continuado a refinar e aprimorar o firmware. Para tirar proveito destas melhorias, você vai precisar atualizá-lo.

Fabricantes de placas-mãe frequentemente atualizam seus produtos para resolver incompatibilidades, aprimorar a capacidade de overclock ou adicionar suporte a novos processadores e tecnologias de memória, entre muitas outras coisas. A maioria das placas-mãe modernas tem ferramentas integradas para instalação de uma versão atualizada da BIOS. Ela pode ser baixada no site do fabricante, copiada para um pendrive e então instalada usando as ferramentas integradas. Se você tem uma placa-mãe mais antiga, sem um mecanismo de atualização integrado, pode ser necessário inicializar sua máquina a partir de um “disco bootável” contendo uma versão mínima do DOS e uma ferramenta disponibilizada pelo fabricante.

asus_biosPlacas-mãe modernas trazem BIOS sofisticadas, como esta da ASUS,
com mecanismo de atualização integrado

Atualizações de firmware para discos de estado sólido e drives ópticos variam de fabricante para fabricante. Alguns fornecem utilitários que rodam no Windows, enquanto outros rodam a partir de discos bootáveis no DOS. No caso dos drives ópticos, as atualizações de firmware geralmente resolvem problemas de compatibilidade com novas mídias, e muitas vezes melhoram o desempenho na gravação de discos. Já as atualizações de unidades SSD costumam ser muito mais substanciais, já que elas são uma tecnologia relativamente recente. Não é incomum uma atualização mudar completamente o desempenho do drive - geralmente para melhor. Mas tenha em mente que muitas atualizações para unidades SSD são destrutivas, ou seja, resultam na perda de toda a informação armazenada nelas. Verifique se esse é o caso, e sempre faça um backup, antes de continuar.

Já as atualizações para controladoras RAID são menos comuns, mas não custa dar uma olhada no site do fabricante. Elas podem melhorar o desempenho e resolver problemas relacionados à corrupção de dados. Já as atualizações para GPUs (placas de vídeo) costumam resolver incompatibilidades com modelos específicos de placas-mãe e resolver bugs.

 

Instalação do sistema operacional

Embora haja uma boa variedade de opções quando o assunto é o sistema operacional, neste artigo assumo que você é um usuário do Windows. Mesmo que este não seja o seu caso, um procedimento correto de instalação e atualização é importante em qualquer sistema.

A instalação de um sistema operacional não termina quando você dá o primeiro boot. E infelizmente esse é o ponto onde muitos usuários começam a instalar aplicativos e poluir o sistema com “lixo” baixado na web. Em vez disso, imediatamente após terminar a instalação do Windows conecte-se à web (o que pode exigir a instalação de drivers para a placa de rede ou interface Wi-Fi) e rode o Windows Update.

Depois de completar a primeira rodada de atualizações, execute o Windows Update novamente até que não hajam mais atualizações disponíveis. Muitas falhas de segurança no Windows, e em aplicativos inclusos com ele, precisam ser corrigidas após a instalação do sistema, e o melhor é fechar esses “buracos” de uma vez para evitar o risco de ser vítima de ataques ou infecção por malware. Algumas atualizações também corrigem problemas de compatibilidade com software de terceiros ou adicionam novos recursos ao sistema operacional.

Mas preste muita atenção à lista do que está sendo atualizado. O Windows Update irá se oferecer para instalar os drivers de vários componentes, e se você já os baixou do site do fabricante, não há a necessidade de instalar versões provavelmente mais antigas via Windows Update.

 

Drivers, pegue todos eles

Depois de atualizar o firmware e o sistema operacional é hora de instalar os drivers mais recentes para todos os seus componentes. Este é o ponto mais crucial para garantir o melhor desempenho e estabilidade de sua máquina. Recomendo que, se possível, você não instale drivers do Windows Update ou do CD/DVD que veio com um produto. Como já mencionei, o Windows Update muitas vezes tem drivers mais antigos, e os que estão no CD ou DVD podem ser mais antigos ainda.

Recomendo visitar o site de cada fabricante para baixar os drivers de sua placa-mãe/chipset, placa de vídeo, placa de som, placa de rede e qualquer outro hardware em seu computador. Mas no caso das placas de vídeo, esqueça o fabricante da placa. Vá direto ao site do fabricante da GPU (geralmente a AMD ou Nvidia), e baixe os últimos drivers disponíveis para sua placa. Este passo é especialmente importante para os gamers, já que novos drivers de vídeo geralmente corrigem bugs ou melhoram o desempenho de certos jogos.

amd_driversA atualização de um driver de vídeo pode melhorar visivelmente o desempenho em jogos

Note também que é necessário instalar os drivers em uma ordem específica. Não existe uma regra imutável, mas o recomendado é é começar pelos drivers da placa-mãe ou chipset, já que isso tipicamente afeta também as controladoras USB e SATA, o barramento PCI Express (ao qual as placas são conectadas) e outros ajustes de baixo nível. Depois, instale os drivers da placa de vídeo, e aí o resto.

 

Ajuste fino

Depois de completar a instalação dos drivers, você pode prosseguir com os toques finais. Há inúmeros ajustes do Windows que podem melhorar o desempenho ou praticamente qualquer outro aspecto do sistema operacional. Na verdade, tantos que é impossível cobrir em um único artigo. Mas posso lhe dar algumas dicas.

Há muitos ajustes a componentes específicos que valem a pena. Se sua máquina tem um disco de estado sólido (SSD) recomendo rodar o SSD Tweaker. Este utilitário modifica vários parâmetros do sistema operacional, como o serviço de indexação e algumas opções legadas do sistema de arquivos NTFS, para aumentar o desempenho do SSD em geral e a confiabilidade a longo prazo. No caso das placas de vídeo há utilitários de terceiros como o Afterburner da MSI ou o Precision da EVGA, que tornam fácil a tarefa de ajustar a velocidade de um ventilador ou fazer um overclock da GPU.

ssd_tweakerO SSD Tweaker ajusta o sistema para tirar o melhor proveito de sua unidade SSD

Ajustar o próprio Windows para o melhor desempenho (e mínimo incômodo) também é recomendável. Especificar manualmente um arquivo de swap (pagefile) estático é uma boa forma de se certificar que seu PC nunca fique sem memória virtual, e de minimizar os acessos ao HD ou escrita desnecessária no SSD.

Mas não desabilite a memória virtual: embora ela não seja sempre necessária, alguns aplicativos ainda precisam dela para funcionar corretamente. Também recomendo substituir alguns dos aplicativos inclusos com o Windows por versões superiores desenvolvidas por terceiros. Por exemplo, você pode substituir a ferramenta de desfragmentação pelo Defraggler, e complementar o Utilitário de Limpeza de disco com o CCleaner, ambos da Piriform.

Depois de completar toda a instalação e ajustes, rode o Utilitário de Limpeza de Disco (e o CCleaner) para varrer lixo restante e arquivos temporários, e recuperar o máximo de espaço em disco possível. Não se espante se você ganhar alguns gigabytes de espaço extra, mesmo em uma máquina supostamente “limpa”. E se seu PC tem um HD tradicional, depois que ele estiver limpo faça uma desfragmentação (mas nunca faça isso em uma unidade SSD).

Embora seja impossível cobrir todos os ajustes e nuances de todas as combinações possíveis de hardware e software neste artigo, espero que tenha conseguido dar a vocês uma visão geral de como configurar e otimizar adequadamente seu novo PC. Basta se lembrar: o processo não está terminado simplesmente porque você juntou as peças e rodou o instalador do Windows. Atualize a BIOS e o firmware, o sistema operacional, instale os drivers mais recentes e ponha o lixo pra fora antes de declarar que seu PC está “pronto”.

Fonte: Marco Chiappetta, PCWorld EUA
Publicado em 26-07-2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Primeiras impressões: PowerPoint 2013 é mais moderno e simples de usar

Software ganha foco na experiência do usuário, e permite que até os novatos criem belas apresentações.

O PowerPoint é uma marca registrada do Microsoft Office. Apesar de ser apenas um entre muitos softwares de apresentações, ele ascendeu como o líder em seu campo de atuação, assim como a Coca-Cola, Band-Aid e o Google. A palavra “PowerPoint” já se tornou genérica na hora de se referir a apresentações e software para essa tarefa.

A Microsoft apresentou recentemente o Office 2013, e, consequentemente, uma nova versão do PowerPoint. Testamos o novo software e comentamos a seguir nossas primeiras impressões.

Mais bonito e sem enrolação

Há ainda muitas pessoas que usam o Office 2007, 2003 e até mesmo o Office XP ou 97 porque o programa consegue atender às suas necessidades básicas. O grande desafio da Microsoft ao desenvolver essa nova versão do programa foi agregar valor e novas funcionalidades ao invés de entupi-lo de recursos frívolos ou apenas chamando-o de “nova versão”.

O PowerPoint 2013 parece mostrar que a Microsoft fez um trabalho admirável ao parar para pensar como as pessoas usam o software, e de quais ferramentas e recursos elas precisam. O programa foca mais em melhorar e alinhar a experiência do PowerPoint, e menos em adicionar botões bonitinhos. O resultado é uma ferramenta mais fácil de ser usada, que permite até que usuários novatos criem belas apresentações.

A nova ênfase é evidente logo no começo. No PowerPoint 2010 havia temas e templates, porém o software apresentava um slide branco genérico, deixando a seu critério encontrar seus favoritos para mudar o design da apresentação. Quando aberto o PowerPoint 2013 já apresenta diversos modelos, e, ao selecionar um deles o programa já exibe algumas cores para que você aplicá-las aos slides.

Em questão de segundos, você já está pronto para adicionar conteúdo a um slide que já está bonito e configurado. O PowerPoint 2013 integra mais recursos do Excel e Visio que permitem ao usuário trabalhar com gráficos e diagramas ou criar formas personalizadas diretamente no software. Ele também possui um suporte muito mais amplo a formatos de vídeo e áudio, facilitando a incorporação de arquivos multimídia.

PowerPointPreviewDefina todo o seu projeto logo na tela inicial

Dois recursos que se destacaram no PowerPoint 2013 são o conta-gotas e a integração com a nuvem. O conta-gotas facilita na hora de combinar as cores dos slides e das imagens que estejam nas apresentação. As tonalidades podem ser escolhidas a partir de uma imagem, e aplicadas no texto para deixar o visual melhor e mais consistente.

Assim como o Word 2013, o PowerPoint por padrão salva seus documentos em sua conta no SkyDrive, serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft. Isso é ótimo porque ajuda a garantir que seus arquivos poderão ser acessados de qualquer lugar, e de quase qualquer dispositivo conectado à Internet. Essa integração online também é uma alternativa para inserir imagens que estejam hospedadas online, ou de sites como Flickr ou Facebook, tudo direto para as apresentações.

Experimentamos o PowerPoint 2013 em um Samsung Series 7 Slate PC rodando a versão Consumer Preview do Windows 8. Assim como outros produtos do Office 2013, a Microsoft trabalhou bastante para incorporar o suporte a comandos e gestos na tela de toque para facilitar a vida dos usuários na hora de trabalhar com o software a partir da interface do tablet.

Em suma, o PowerPoint 2013 é impressionante, muito mais do que ao comparar a versão 2010 com o PowerPoint 2007, por exemplo. O software ficou mais simples e intuitivo que seus antecessores, e a modernização o torna pronto para o uso em tablets e para a próxima geração de plataformas de hardware.

Fonte: Tony Bradley, PCWorld/EUA
Publicado em 25-07-2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Primeiras Impressões: Microsoft Office 2013 Preview

Demos uma olhada no novo pacote de produtividade da Microsoft, rodando tanto em um tablet com Windows 8 quanto em PCs com o Windows 7, e tivemos uma impressão favorável.

A Microsoft forneceu à equipe da PCWorld nos EUA dois tablets com o Windows 8 e acesso às prévias do Office 2013 e Office 365 antes do anúncio oficial do software, feito na última segunda-feira (16/07) em San Francisco, nos EUA.

Ao longo dos próximos dias iremos publicar nossas primeiras impressões de cada um dos programas que compõem o pacote Office, e começamos com uma visão geral de como o conjunto se comporta rodando em um notebook, desktop com tela sensível ao toque e tablet.

Neste artigo o editor sênior da PCWorld EUA, Michael Brown, nos conta como é trabalhar com o Office 2013 e 365 em um notebook e em um desktop. E nosso colaborador Tony Bradley fala sobre os testes dos novos produtos em um Tablet PC.

 

Office 2013 e Office 365 em um notebook e um desktop

Passei a maior parte de meu tempo com o Word e Excel em um notebook e um desktop “all-in-one” equipado com uma tela sensível ao toque. Como esperado, a Microsoft está amarrando o Office 2013 e o Office 365 ao seu serviço de armazenamento online, o SkyDrive: se você comprar uma versão do novo pacote da Microsoft e fizer login com sua conta do Windows Live, ganha 20 GB de espaço grátis para armazenar seus arquivos online. Você pode usar outros serviços, mas suspeito que a integração irá roubar vários usuários de serviços como o Google Drive, Dropbox e SugarSync.

Tanto o Office 2013 quanto o Office 365 oferecem basicamente a mesma experiência de usuário, mas a Microsoft está claramente tentanto atrair os usuários para a versão baseada na nuvem. Pela primeira vez a empresa irá oferecer essa solução aos consumidores, em vez de apenas a empresas.

Compre uma versão tradicional do Office em uma “caixinha” e você tem uma licença para instalá-lo em um PC. Mas assine o Office 365 e você ganha licenças para instalar o Office 2013 em até 5 aparelhos (por enquanto, apenas PCs e tablets rodando o Windows 7 ou 8, mas a versão final incluirá também o Office para Mac), além de poder fazer “streaming” dos aplicativos para qualquer PC ou tablet rodando o Windows 7 ou 8. A Microsoft ainda não anunciou os preços de nenhuma das opções.

 

Uma nova interface

A interface do Office 2013 não é muito diferente da do Office 2010: a Ribbon continua como o ponto central, embora o texto e ícones dentro dela sejam um pouco maiores e com espaçamento maior, para tirar melhor proveito do espaço em monitores grandes e facilitar a interação em telas sensíveis ao toque. Ainda assim, a Ribbon não é grande demais para a tela típica de um notebook, mesmo com a adição de duas novas abas: Design e Developer (a aba Developer existe no Office 2010, mas está desabilitada por padrão).

office15_ribbon-360pxSe você já se acostumou à Ribbon no Office 2007 e 2010, irá se sentir em casa

Embora eu tenha usado vários computadores all-in-one com telas sensíveis ao toque nos últimos anos, não uso a tela sensível ao toque com frequência. Talvez seja uma questão de hábito, mas não me parece natural tirar a mão do mouse para cutucar um ícone na tela, ou talvez meus dedos sejam “gordos” demais para serem precisos. De qualquer forma, embora eu tenha tentado usar a Ribbon com os dedos, voltei rapidamente ao mouse. A interface oferece mais benefícios quando usada em um tablet, mas não perde nem um pouco da eficiência quando usada com o mouse.

 

Novos recursos no Word

A Microsoft fez um bom número de melhorias úteis e interessantes no Office 2013. Agora é possível importar um arquivo PDF, editá-lo como se fosse um arquivo do Word e exportar o resultado como PDF ou DOC. Os arquivos importados não só retém sua formatação original - incluindo cabeçalhos, colunas e notas de rodapés - como tabelas e gráficos podem ser editados como tal. Importe um PDF contendo uma tabela, por exemplo, e você poderá editar a tabela como se a tivesse criado “do zero” no Word. Também é possível embutir um arquivo PDF em um documento do Word.

office15_editpdf-360pxÉ possível editar documentos PDF diretamente no Word

A Microsoft espera que as pessoas desejem guardar seus documentos na nuvem, e na hora de salvar um arquivo sua conta no SkyDrive é listada em primeiro lugar. Outro recurso legal é a capacidade de se conectar a recursos online e incorporá-los em seus documentos. Por exemplo, sem sair do Word é possível usar o Bing para fazer uma busca na web por um vídeo, e embutir o vídeo no documento usando o código de incorporação em HTML.

Ligue sua conta no SkyDrive à sua conta no Flickr e você poderá acessar sua coleção de imagens e embutí-las diretamente no documento, novamente sem nunca sair do Word. Embutir um screenshot de um aplicativo é mais fácil ainda: clique em Insert / Screenshot e uma janela com miniaturas de todas as janelas e aplicativos abertos será mostrada. Clique na imagem desejada e ela será inserida no documento na posição atual do cursor.

E quando você embute uma imagem ou vídeo em um documento, você pode arrastá-los e ver o texto se reposicionar automaticamente ao redor deles, em tempo real.

office15_save_skydrive-360pxAo salvar um arquivo, o SkyDrive é a primeira sugestão


Recursos de colaboração no Word

Quando você está colaborando com uma outra pessoa em um documento, ser capaz de rastrear as mudanças feitas por seu colaborador é crucial. Isso é muito mais fácil no Word 2013, graças a um novo recurso chamado de “Markup View”.

Uma linha vermelha vertical na margem esquerda do documento indica que mudanças foram feitas, e um balão de texto na margem direita indica a presença de comentários. Clique na linha vermelha para mostrar tanto as mudanças feitas durante a edição quanto os comentários, ou no balão para mostrar apenas os comentários

A Microsoft também adicionou um novo modo de visualização chamado Reader. Quando um documento é visto nesse modo, um pequeno triângulo aparece na frente de cada parágrafo. Após ler o parágrafo, clique no triângulo e o parágrafo some, fazendo com que mais texto apareça após ele. Com isso você pode ler sem ter de rolar a página.

Não tive tempo de explorar cada novo recurso do Word 2013, mas gostei do que vi até agora. Parece que a Microsoft melhorou significativamente o programa, adicionando alguns ótimos recursos novos sem prejudicar o que já existia durante o processo. Ainda assim, minha opinião é baseada em um período de tempo muito limitado com o produto.

 

Excel 2013

Assim como a nova versão do Word, o Excel 2013 tem cheiro de novo mas ainda assim é bastante familiar. A Microsoft adicionou várias ferramentas sofisticadas para análise de dados, incluindo uma chamada Flash Fill: quando você pega um dado de uma coluna e o coloca em uma segunda coluna, o Flash Fill consegue prever o que você quer fazer com todos os valores desta segunda coluna, e se oferece para prenchê-la de acordo.

A Microsoft nos forneceu uma planilha com duas colunas como amostra de como o recurso funciona. A primeira coluna continha endereços de e-mail formatados como nome.sobrenome@dominio. A segunda coluna era usada para armazenar o nome de cada usuário.

office15_excel_flashfill-360pxFlashFill identifica padrões nos dados da planilha e se oferece para completá-los

Embora não seja o cenário mais realista que possamos imaginar, funciona. Você estabelece a referência digitando na segunda coluna o nome do primeiro usuário da lista de e-mails, e assim que você começa a digitar o nome do segundo usuário o Excel prevê que você quer fazer o mesmo para todos as linhas da primeira coluna, e se oferece para fazer isso automaticamente. Tecle Enter e a segunda coluna é automaticamente preenchida com os nomes.

Cores e símbolos ajudam a analisar os dados mais rapidamente, e a Quick Analysis Tool usa estes elementos para identificar e destacar tendências e mudanças. Selecione as linhas e colunas que você quer que sejam analisadas, clique no ícone que aparece no canto interior direito e escolha a formatação condicional que condiz com suas necessidades. Em vez de olhar colunas e mais colunas de números cinzentos, você irá ver instantâneamente uma planilha formatada com cores, barras e ícones.

office15_excel_formatacaocondicionalAs sugestões automáticas de formatação condicional ajudam na visualização dos dados

Gráficos fornecem uma outra forma fácil de visualizar os dados, e agora a Quick Analysis Tool sugere automaticamente o tipo mais adequado de gráfico - barra, pizza, dispersão e outros - de acordo com seus dados.

Minhas primeiras impressões do Excel 2013 são tão favoráveis quando as do Word 2013. A Microsoft parece ter incluído alguns recursos sólidos sem impor uma curva de aprendizado difícil.

 

Office 2013 e Office 365 em um tablet

A Microsoft está apostando pesadamente na idéia de que tablets são o futuro dos PCs. Assim como o Windows 8, o Office 15 foi construído “do zero” para tirar vantagem dos recursos únicos dos tablets, ao mesmo tempo em que leva em conta as limitações de uma tela sensível ao toque na criação de conteúdo.

Rodei o Office 15 em um “Slate PC” Samsung Series 7 rodando o Windows 8 Consumer Preview para ver o quão bem o pacote se sai em um tablet. Tenha em mente que este tablet está rodando o Windows 8 Pro, e não o Windows RT, e que o Office 2013 e Office 365 são diferentes do “Office for RT” que será incluso com os tablets com processador ARM.

A Microsoft fez um grande trabalho ao tornar as ferramentas e funções dos vários aplicativos do Office acessíveis em uma interface sensível ao toque sem sacrificar recursos. Por exemplo, segurar o dedo sobre uma palavra escrita incorretamente no Word faz surgir uma lista de possíveis correções, e o mesmo gesto em outros pontos da interface chama um menu contextual, o mesmo normalmente acessado com um clique do botão direito do mouse.

office15_word_telainicial-360pxA tela inicial do Word 2013 é perfeitamente adaptada às telas sensíveis ao toque

Notei que às vezes era difícil tocar em algumas das opções na Ribbon. Os botões são um pouco pequenos para meus dedos, e não dá para usar o já tradicional gesto de pinça para ampliar a Ribbon. Por outro lado, você pode fazê-la desaparecer para maximizar a área disponível para seu documento, tanto no Office 2013 quanto no Office 365, o que é bom.

O pacote Office 2013 que instalei em meu tablet inclui o Word, Excel, PowerPoint, OneNote, Outlook, Publisher, Access, Lync e alguns outros programas. Entretanto, os únicos programas disponíveis no Office 365 são o Word, Excel, PowerPoint e OneNote. O Outlook também é parte do Office 365, mas a opção estava desativada na versão que testei.

Uma coisa que eu gosto no Office num tablet é um recurso do sistema operacional (Windows 8) e do hardware, e não do Office propriamente dito. O teclado virtual é sensível e fluido o suficiente para permitir que eu digite praticamente a toda velocidade. E tocar no botão “símbolos e números” faz surgir um teclado numérico propriamente dito, que é muito mais eficiente na hora de digitar valores em uma planilha do Excel.

Ainda assim, foi um pouco incômodo ter de ficar clicando no ícone do teclado no rodapé da tela para abrir o teclado virtual. Seria legal se os aplicativos do Office reconhecessem quando eu toco em um campo de texto e respondessem abrindo automaticamente o teclado, como acontece em quase qualquer smartphone ou tablet moderno. Talvez a Microsoft tenha feito isso para conservar o limitado espaço na tela e deixar que os usuários naveguem pelos documentos sem ter o teclado “pulando” na tela o tempo todo.

No geral, a experiência é sólida. Usar o Office em um tablet é diferente de usá-lo em um PC tradicional com teclado e mouse, mas ainda assim é um arranjo funcional. A Microsoft claramente investiu muito tempo e esforço para garantir que a experiência de uso de seu pacote em um tablet faça jus ao nome Microsoft Office.

Fonte: Michael Brown e Tony Bradley, PCWorld EUA
Publicado em: 17-07-2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os principais cuidados com hardware na montagem de um PC

 

Montar seu próprio PC pode ser recompensador, mas há problemas comuns que podem causar muita frustração. Siga nosso guia e aprenda a evitá-los antes que aconteçam!

 

Montar um PC pode ser uma tarefa recompensadora: você escolhe os componentes de acordo com seu orçamento e necessidade, de marcas nas quais você confia, e no final das contas tem uma máquina que “é a sua cara”. Mas o processo, embora não seja tão complicado quanto parece, exige alguns cuidados. É verdade que a maioria dos componentes de um PC só pode ser instalada de um jeito, ou em um tipo específico de slot, mas há nuances no processo que só os “montadores” mais experientes conhecem bem.

Portanto, mostraremos a seguir alguns dos problemas mais comuns que podem acontecer quando você está instalando um processador, dissipador de calor, placa-mãe, memória, placa de vídeo, disco rígido ou fonte de alimentação. Imprima este artigo e coloque-o perto da bancada, para que você tenha acesso fácil às “melhores práticas” na montagem de um PC.

Processador

Instalar um processador é fácil. Eles são construídos de forma a só encaixar no soquete na posição certa, e não é necessário usar ferramentas. Mas ainda há algumas coisas que podem dar errado.

 

montarpc_soqueteTenha cuidado ao alinhar o processador no soquete (acima)

 

Em primeiro lugar é importante se certificar de que o soquete do processador está limpo e livre de poeira. Qualquer “corpo estranho” pode impedir que o chip se encaixe corretamente, o que pode causar problemas sérios no futuro. Antes de encaixar o processador inspecione o soquete (sem tocar em nenhum dos contatos) e certique-se de que não haja nada nele que possa interferir com o processador. Alinhamento e encaixe adequados são de suma importância na hora de instalar o processador.

No caso dos processadores da AMD, também é importantíssimo não dobrar nenhum dos pinos. Processadores Intel usam um encapsulamento diferente e não tem pinos sob o chip (os pinos estão no soquete), mas os da AMD ainda tem centenas de pinos delicados que são relativamente simples de dobrar. Ao manusear um processador AMD, segure-o pelos lados, inspecione a parte de baixo para se certificar de que nenhum pino está dobrado e coloque-o no soquete. Não deve ser necessário usar força alguma para isso, ele deve simplesmente se encaixar, desde que os pinos estejam alinhados corretamente.

 

Dissipadores de calor e ventiladores

Quando novatos tentam instalar um dissipador de calor ou ventilador em uma máquina, eles costumam cometer três erros: usam pasta térmica demais (ou de menos), assentam o dissipador de forma incorreta ou apontam o ventilador na direção errada.

Antes de instalar um dissipador, certifique-se de que tanto a superfície do processador quanto a base do dissipador estão limpas. Depois é importante aplicar um “material de interface térmica” (Thermal Interface Material - TMI), a famosa “pasta térmica”, de alta qualidade. Este material ajuda a transferir o calor do chip para a base do dissipador. Mas usar pasta em excesso, ou menos do que o necessário, pode prejudicar o processo. Use apenas o suficiente para cobrir o dissipador integrado ao chip com uma camada fina como papel. O ideal é uma “gota” menor do que uma ervilha.

 

montarpc_pasta-360pxSó uma "gota" de pasta térmica é o suficiente. Acredite!

 

Além disso, é extremamente importante confirmar que o dissipador está assentado corretamente e fazendo bom contato com a CPU. Certifique-se de que não há nada ao redor do soquete, como um capacitor ou outro componente, que possa interferir no encaixe, e ao posicionar o dissipador sobre a CPU tenha certeza de que ele está perfeitamente plano. Se o dissipador estiver mesmo que ligeiramente fora de alinhamento, o processador pode supeaquecer e ser danificado.

Se você está usando um dissipador no estilo “torre” é crucial montá-lo de forma que seu ventilador esteja soprando o ar para fora da máquina. Isso significa apontá-lo na direção de um exaustor na traseira ou topo do gabinete. Mas preste atenção ao design de seu gabinete, já que alguns ventiladores montados na traseira não são exaustores, mas sim admissores de ar, trazendo ar frio do ambiente para dentro da máquina.

 

Placa-mãe

Instalar a placa-mãe é uma das tarefas mais tediosas na montagem de um PC. É relativamente simples, mas requer a instalação de um monte de espaçadores e parafusos, cada um em seu local correto. E quando algo dá errado, remover a placa-mãe pode ser um grande incômodo, especialmente se você já estiver com a máquina quase completa e tiver que remover um monte de placas antes.

Antes de instalar a placa-mãe no gabinete, você deve quase sempre cuidar de duas outras tarefas: instalar o “espelho” de I/O e montar o processador e o dissipador. Não dá pra instalar o espelho depois que a placa-mãe estiver montada, então faça isso antes de colocá-la no lugar. E se o gabinete não tem os recortes adequados na bandeja da placa-mãe para permitir a instalação de um cooler numa placa-mãe já acomodada, faça isso antes de colocá-la no gabinete.

 

montarpc_mobo-360pxTenha paciência e não use força ao instalar a placa-mãe no gabinete

 

Alguns dos problemas mais comuns que os montadores inexperientes enfrentam são relacionados aos espaçadores de latão inclusos na maioria dos gabinetes. Latão é um metal macio, e é fácil espanar a rosca se você usar força demais ao colocá-los no gabinete. Use o suficiente apenas para mantê-los firmes, basta girá-los com os dedos. Também tenha cuidado ao inserir os parafusos que vão prender a placa aos espaçadores para, novamente, não espanar a rosca. Aperte os parafusos apenas o suficiente para prender a placa-mãe firmemente, sem que ela possa vibrar. Não é necessário usar força excessiva ou ferramentas elétricas.

E use apenas os espaçadores de que sua placa-mãe necessita. Se houver espaçadores extras que não “casam” com os furos para os parafusos na placa, remova-os. Eles podem causar curto-circuitos ou eventualmente desgastar uma trilha e danificar a placa.

 

Memória

A memória é um dos componentes mais fáceis de instalar em um sistema. Desde que você tenha o tipo de RAM correto para sua máquina, o pente será chanfrado de forma a só se encaixar no slot da forma correta. Mas antes de fazer qualquer coisa, consulte o manual de sua placa-mãe para determinar quais slots de memória você deve usar. Muitas máquinas atuais exigem configurações de memória em dual, triple ou quad-channel para obter o máximo de desempenho, o que significa que os pentes tem que estar nos slots corretos para um funcionamento perfeito. Se você instalar a memória num slot incorreto o PC ainda irá dar boot, mas pode funcionar em modo single-channel, o que irá afetar negativamente o desempenho.

 

montarpc_memoria-360pxPreste atenção na altura dos dissipadores da memória

 

Outra coisa a levar em conta é a altura dos pentes de memória. Alguns módulos de alto-desempenho tem dissipadores altos demais, que podem não caber em alguns gabinetes compactos.

 

Placas de vídeo

A instalação de uma placa de vídeo também é um processo simples, mas é necessário ter algumas coisas em mente. Praticamente todas as novas placas de vídeo no mercado não projetadas para serem usadas em um slot PCI Express x16, também conhecido como PEG (PCI Express Graphics).

Muitas placas-mãe tem múltiplos slots PCIe x16, mas nem todos eles tem verdadeiras conexões x16 com o chipset. Nesse caso você deve instalar a placa no slot mais próximo do processador, para garantir o melhor desempenho. Se você estiver em dúvida sobre quais os slots de sua placa-mãe são os mais indicados para uma placa de vídeo, consulte o manual da placa-mãe.

 

montarpc_energiagpu-360pxConecte os cabos de força da GPU antes de ligar o PC

 

Muitas das placas de vídeo mais poderosas no mercado também exigem alimentação extra. Certifique-se de usar uma fonte de alimentação com capacidade suficiente para suportar a placa de vídeo (e o resto do PC) e lembre-se de conectar os cabos de alimentação a ela antes de ligar o sistema. Se eles não estiverem conectados, a máquina pode se recusar a “dar boot”, ou simplesmente não mostrar imagem.

Também fique de olho em slots de memória que ficam perto demais da placa de vídeo. Quando os clipes de retenção do pente estão fechados eles devem ficar fora do caminho. Mas se estiverem abertos, podem acabar fazendo contato com a placa e possivelmente danificar um componente delicado.

 

Unidades de disco e SSD

Instalar as unidades de disco em um PC é novamente um procedimento simples, mas você deve ter algumas coisas em mente para garantir um posicionamento ideal e facilitar o gerenciamento dos cabos.

 

montarpc_drives-360px
Atenção ao instalar os discos, para que não atrapalhem a instalação dos outros componentes

 

Dependendo do tamanho e tipo do gabinete que você está usando, você irá tipicamente instalar as unidades de disco em “gaiolas” que ficam atrás dos slots de expansão. Se o disco fica paralelo à placa, tenha cuidado para colocá-lo em um local que não atrapalhe a instalação de nenhuma placa de expansão. Em gabinetes midtorre e minitorre, colocar um disco no lugar errado pode impossibilitar a instalação de placas maiores, como placas de vídeo.

 

Fontes de alimentação

São poucas as coisas que podem dar errado ao instalar uma fonte de alimentação. A maioria dos gabinetes tem só um local onde ela pode ser montada, e os furos para os parafusos são feitos de forma que ela só pode ser instalada de um jeito. Só certifique-se de parafusar a fonte corretamente, porque ela é provavelmente o componente mais pesado em todo o sistema.

 

montarpc_psu-360pxAo calcular a potência da fonte, exceda o necessário para facilitar upgrades

 

Use uma fonte de alimentação que forneça energia suficiente para todos os seus componentes. De fato, é melhor exceder um pouco as necessidades, abrindo espaço para expansão futura. Se os componentes exigem 350 Watts, por exemplo, você pode usar uma fonte de 550 Watts. E atenha-se às marcas mais conhecidas, já fontes de procedência duvidosa raramente atendem às especificações anunciadas. Uma boa fonte de alimentação é crítica se você pretende montar um sistema confiável e estável.

 

Gabinete

São poucos os gabinetes que exigem montagem, mas ainda há alguns pontos relacionados ao chassis nos quais você deve ficar de olho ao montar uma máquina. Em primeiro lugar, tenha extremo cuidado ao remover as “tampas” metálicas que cobrem as baias onde são instaladas as unidades de disco externas, como unidades óticas.

Essas tampas, e as pequenas linguetas de metal que ficam para trás quando elas são removidas, podem ser extremamente afiadas. Acredite em mim: certa vez precisei tomar 12 pontos depois de um acidente infeliz enquanto montava uma máquina para um amigo há alguns anos. Use luvas se preferir.

 

montarpc_fios-360pxAtenção! O fio branco nos conectores do painel geralmente é o negativo

 

Outro problema irritante é com a fiação do gabinete. Instalar os pequenos conectores para os botões de força e reset, o alto-falante e os LEDs de atividade é uma tarefa incrivelmente incômoda, ainda mais se considerarmos que não existe um layout ou código de cores padrão. Consulte o manual de sua placa-mãe para saber o layout correto, e tenha em mente que na maioria dos conectores, contrariando o senso comum, o fio branco geralmente é o negativo.

Bom trabalho! Cobrimos aqui muitos dos problemas mais comuns na montagem de PCs. Mas com tantas combinações de hardware possíveis, há inúmeros outros problemas que podem surgir. Se você já encontrou um problema que não mencionamos, compartilhe ele (e a solução) nos comentários abaixo.

 

Fontes: Marco Chiappetta, PCWorld EUA, e
Rafael Rigues, PCWorld Brasil
Publicado em 09-07-2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mudanças nas políticas de privacidade do Google

Fique atento às mudanças que passam a vigorar a partir de 1º de março de 2012.

Esta é a declaração que a equipe do Google disponibilizou para todos os que utilizam um dos seus produtos:

Uma política, uma experiência no Google 

Estamos substituindo mais de 60 políticas de privacidade do Google por uma política mais concisa e fácil de ler. A nova política abrange vários produtos e recursos, refletindo nosso objetivo de criar uma experiência extremamente simples e intuitiva em todos os produtos do Google.
Estas informações são muito importantes, leia a Política de privacidade e os Termos de Serviço atualizados do Google, só leva alguns minutos. Estas mudanças entrarão em vigor em 1º de março de 2012.





Fácil de trabalhar com vários produtos

Nossa nova política reflete o desejo de criar uma experiência de produto simples, que ofereça o que você precisar, quando você quiser. Seja ao ler um e-mail que lembre você de marcar um encontro com sua família ou encontrar um vídeo favorito que você queira compartilhar, queremos que você possa utilizar o Gmail, o Google Agenda, a Pesquisa, o YouTube ou qualquer outro produto com facilidade. 






Sob medida para você

Se você fizer login no Google, podemos sugerir termos de pesquisa ou adequar os resultados da pesquisa de acordo com os interesses que você expressou no Google+, Gmail e YouTube. Assim, poderemos entender melhor qual versão do Pink ou Jaguar você está pesquisando e oferecer resultados com mais rapidez. 




Para saber mais, acesso o conteúdo na íntegra:


Fonte: Google
Publicado em Janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Exército Brasileiro contrata novo antivírus nacional


A BluePex anunciou nesta segunda-feira, 23, que fechou um contrato com o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX) para o fornecimento de 60 mil licenças de uso de seu antivírus BluePex AVware e implementação de um laboratório de análise de vírus nas instalações do Exército, em Brasília. Segundo a empresa, o contrato, estimado em R$ 6 milhões, é válido por dois anos e vai substituir o antivírus Panda. .

De acordo com o general Antonino Santos Guerra, do CCOMGEX, a seleção do BluePex AVware como novo antivírus do Exército - feita via licitação - vai ao encontro às diretrizes traçadas na Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Presidente da República em 2008, que visa o fomento de tecnologias nacionais que aumentem a autonomia do País em relação ao exterior.

O fato de utilizar uma solução nacional no nosso parque de TI nos oferece uma maior segurança, que não pode ser alcançada com uma empresa internacional. Temos grande expectativa de recebermos uma proteção e apoio jamais alcançados nos contratos vencidos por empresas estrangeiras”, afirma.

O acordo firmado prevê a substituição da tecnologia utilizada atualmente pelo Exército em todo o Brasil pelo BluePex AVware, e também a troca de informações para o desenvolvimento de um antivírus nacional cada vez mais robusto. “A BluePex nos disponibilizará o código fonte do antivírus e dará acesso a seu laboratório para o treinamento de efetivos militares na preparação de vacinas. Esse tipo de serviço é inédito, e só pode ser obtido com segurança com uma empresa brasileira”, diz o general.

Guerra ressalta que a seleção da BluePex é um passo a mais para que outros serviços referentes à área cibernética sejam viabilizados por empresas nacionais. “O Brasil possui um dos maiores parques de tecnologia da informação do mundo, tem competências na área de TI que não deixam a desejar a nenhum país. Há previsão de novos recursos orçamentários e novas aquisições deverão ocorrer junto a empresas brasileiras”, completa.

Para Jefferson Penteado, presidente da BluePex, o contrato firmado com o Exército é uma grande conquista para a empresa, que há mais de 20 anos trabalha no desenvolvimento de um antivírus genuinamente brasileiro.  “O apoio do Exército é e será essencial para que a BluePex continue evoluindo e ganhe força em um mercado que ainda é dominado por empresas estrangeiras. A seleção do antivírus mostra que as pessoas que estão no comando militar têm consciência da importância de desenvolver tecnologias nacionais para uma política de defesa cibernética consistente”, afirma.

 
Laboratórios

O executivo ressalta que um dos grandes diferenciais do acordo firmado será a implementação de um laboratório de análise de vírus dentro das instalações do Exército. “Isso permitirá que todos os vírus e malwares encontrados na rede do Exército sejam avaliados rapidamente dentro da própria instituição, sem que tenham que ser enviados para laboratórios de análise no exterior para a criação da vacina”, explica.

Além das instalações dentro do CCOMGEX, o Exército contará também com o apoio dos laboratórios do BluePex AVware já existentes em Limeira (SP) - onde fica a sede da empresa - e São Paulo, bem como de novas estruturas que devem ser implementadas durante o ano.

Em conjunto com o Exército, buscaremos desenvolver parcerias com universidades federais para implementar novos laboratórios nos campi. Assim, não apenas aprimoraremos a estrutura mas também contribuiremos para a formação de jovens interessados na área de segurança e defesa cibernética. A contribuição desse público é e continuará sendo importante para o aprimoramento do antivírus”, afirma Penteado.


Fonte: TI INSIDE Online - SEGURANÇA
Publicado em: 23-01-2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Por que a Apple fabrica seus produtos longe dos EUA?

Em reportagem, New York Times acaba com a ideia de que apenas os custos menores fazem a empresa sair do seu país na produção; Brasil deve receber fábrica em breve.

Não são apenas os custos menores de mão de obra que estão por trás da decisão da Apple de fabricar a maior parte dos seus produtos fora dos Estados Unidos, de acordo com uma nova reportagem do New York Times.

Publicado no final de semana, o artigo do jornal americano joga um pouco de luz sobre a decisão da marca de usar fábricas em outros países em vez de locais nos EUA – um questionamento que o presidente do país Barack Obama já chegou até a fazer ao ex-CEO da empresa, Steve Jobs.

Segundo o jornal, não seriam apenas os custos menores, mas uma crença de que a fabricação em indústrias da Ásia e da Europa (o Brasil deve receber uma fábrica de iPads e iPhones em breve, por meio da Foxconn) oferece melhor escala e flexibilidade, assim como acesso a mais trabalhadores hábeis e aplicados, indisponíveis nos EUA.

Apesar de a Apple não ter participado de forma oficial da reportagem – a empresa não quis comentar o assunto – há muitas informações obtidas junto a atuais e antigos funcionários da fabricante.

Essa reportagem é baseada em entrevistas com mais de três dezenas de ex e atuais funcionários e contratados da Apple – muitos dos quais pediram anonimato para proteger seus empregos – assim como economistas, especialistas em produção, experts em comércio internacional, analistas de tecnologia, pesquisadores acadêmicos, funcionários de fornecedoras da Apple, rivais e parceiros corporativos, e oficiais do governo”, diz o NYT.

A Apple possui cerca de 40 mil funcionários nos EUA, com outros 20 mil espalhados pelo mundo. Além disso, algo em torno de 700 mil pessoas trabalham indiretamente para a empresa (por meio de contratantes e afins) – e ficam em sua maioria fora dos EUA.

Um exemplo da razão porque a fabricação acontece no extremo Oriente é a decisão de Jobs de mudar a tela do primeiro iPhone semanas antes do lançamento do produto. O executivo percebeu que suas chaves riscaram a tela de um protótipo do aparelho e exigiu que novos displays.

Um ex-executivo da Apple lembra que em uma unidade de montagem em Shenzhen, na China, 8 mil funcionários receberam "uma bebida quente e um biscoito" e foram colocados para trabalhar na linha de produção das novas telas. Dentro de poucos dias, passavam pela fábrica uma média de 10 mil aparelhos diariamente.

Outra razão para a decisão de fabricar e montar produtos no extremo Oriente é que a infraestrutura necessária já está por lá – fábricas que produzem diversos componentes necessários para montar um iPhone ou iPad, por exemplo. Por isso, enviar todos os componentes para montar os produtos nos EUA simplesmente não faz sentido.

O crescimento da Foxconn, parceira de fabricação da Apple e companhia que monta cerca de 40% dos aparelhos eletrônicos do mundo, é outra razão pela qual a Apple usa o extremo Oriente como base de fabricação.

Uma unidade da Foxcon na China – conhecida como Foxconn City – tem 230 mil funcionários, sendo que um quarto deles mora em alojamentos no local.

A Foxconn emprega cerca de 300 guardas para direcionar o tráfego de caminhada para que os funcionários não sejam esmagados nas passagens estreitas das portas. A cozinha central da unidade faz uma média de três toneladas de porco e 13 toneladas de arroz por dia.

Apesar de as unidades de produção serem limpas, o ar dentro de casas de chá próximas é enevoado com a fumaça e o mau cheio de cigarros, relata a reportagem.

Fonte: Macworld / Reino Unido
Publicado em: 23-01-2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

As previsões sobre as principais ameaças para 2012

O McAfee Labs divulga anualmente as principais formas de ameaças virtuais previstas para o ano que se inicia. De acordo com a análise realizada nos últimos 12 meses sobre as atividades dos cibercriminosos, a equipe de engenheiros da McAfee avaliou que deverá haver um aumento dos ataques destinados a serviços públicos, sistemas operacionais, dispositivos móveis, spams e ameaças envolvendo questões políticas (hacktivismo) e ciberguerra.

Em geral, 2012 tende a apresentar uma elevação de muitas das ameaças que ganharam espaço recentemente. A seguir, a McAfee destaca algumas das ameaças que poderão afetar diretamente os consumidores finais:

1. Violação de serviços públicos, como água e energia

Em 2011, os responsáveis pelos sistemas de distribuição de água do sul da Califórnia contrataram um hacker para localizar vulnerabilidades em suas redes de computadores. Esse hacker assumiu rapidamente o controle dos equipamentos e adicionou substâncias químicas à água potável em apenas um dia.

Muitas das redes de infraestruturas industriais, de serviços públicos e nacionais não foram implementadas para a conectividade moderna, o que as torna vulneráveis. A previsão é que os responsáveis por ataques tirem proveito dessa situação em 2012, para realizar chantagens ou extorsões. É possível ainda haver violação dos serviços públicos.

2. Carros, aparelhos de GPS e outros dispositivos comprometidos

Os cibercriminosos já realizaram ataques a sistemas operacionais (até mesmo hardwares) incorporados para obter o controle de carros a aparelhos de GPS e equipamentos médicos. É possível fazer isso de duas maneiras: infiltrando-se no dispositivo enquanto ele ainda é fabricado ou levar os usuários a baixarem malwares que penetrem na raiz do sistema. Em 2011, os hackers realizaram apenas alguns ataques desse tipo. É provável, porém, que se tornem mais eficazes a partir de 2012, com alvo em sistemas de aparelhos eletroeletrônicos.

3. Malware voltado para celulares

Os cibercriminosos têm desenvolvido malwares destinados a smartphones na forma de aplicativos mal-intencionados. Após o download, eles podem enviar diversos anúncios ou mesmo mensagens de texto a partir do celular infectado. Para atacar plataformas móveis, os criminosos usam os "botnets" (conjunto de computadores comprometidos ou redes de robôs, tradicionalmente usados para ações como o envio de spams). Os malwares móveis ainda não são comuns, mas esses ataques devem aumentar ao longo do ano.

4. Mais spams em sua caixa de entrada

A tendência em relação aos spams é o envio de e-mails de empresas de publicidade que obtêm suas listas de destinatários por meios desconhecidos, porém legais. As companhias podem obter as listas de empresas que encerraram suas atividades ou fazer parceria com outras entidades de publicidade ou provedores de listas de e-mails sem levar em consideração as políticas de privacidade.

Nos EUA, por exemplo, isso é possível porque, de acordo com a Lei CAM-SPAM dos Estados Unidos, os anunciantes não são obrigados a receber a aceitação dos destinatários antes de enviarem publicidade. Como esse método é mais barato e menos arriscado do que bombardear usuários com spams a partir de redes de computadores comprometidos, essa atividade continuará a crescer em 2012, gerando mais spams na caixa de entrada de e-mails.

5. Mudanças políticas por meio do hacktivismo

Essencialmente, o hacktivismo é o uso de computadores ou redes de computadores e redes sociais para protestar ou promover mudanças políticas. Um exemplo é o grupo Anonymous, que exerceu atividades de grande repercussão no último ano, como tirar do ar o site da Bolsa de Valores de Nova York, em um gesto de apoio aos protestos do movimento Occupy Wall Street.

A McAfee acredita que 2012 será um ano com violações digitais mais organizadas. Isso significa que as figuras públicas, como políticos e líderes da indústria, podem ser alvos de ações políticas ou ideológicas. Como resultado, há chance de sites e sistemas normalmente usados pelos consumidores se tornarem vítimas de ataques.

6. Ciberguerra


Recentemente, observamos um aumento na espionagem high-tech e em outras técnicas virtuais para obter informações. Entretanto, alguns países já percebem o potencial de ciberataques contra infraestruturas essenciais, com difícil proteção.


Dicas para se proteger em 2012

1. Não ser parte do problema


Muitas das técnicas usadas por hackers e hacktivistas dependem de “botnets” que dominam o computador e permitem que hackers usem o sistema para enviar spams ou executar ataques. Para se prevenir, é preciso ficar atento a sites que solicitam o download de softwares adicionais. Além disso, recomenda-se fazer downloads apenas de empresas nas quais o consumidor confia. Não clicar em um link de um spam ou mensagem de desconhecidos, pois isso pode levar ao download de um robô (“bot”) no computador. Além disso, desligar o equipamento sempre que não for utilizá-lo, pois, quando a máquina está desconectada da Internet, os criminosos não podem acessá-la.

2. Proteger o computador


Utilizar uma solução de segurança atualizada que contemple antivírus, antispyware, firewall e um programa de classificação e verificação da segurança de sites.

3. Usar senhas de alta segurança


O consumidor pode ser alvo de hackers que queiram invadir seus sistemas, principalmente se trabalhar em uma instituição financeira, empresa de serviços públicos, de energia ou de telecomunicações. Para evitar os ataques, deve-se criar senhas que combinem letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais, com mais de seis caracteres. Mudar a senha com frequência também é essencial.

4. Ter muito cuidado ao ler e responder a e-mails


Para evitar ataques de spearphishing ou phishing (fraude eletrônica para roubo de informações), usados pelos hackers para acessar e-mails de trabalho a fim de invadir sistemas, responder apenas a e-mails de conhecidos e não fornecer informações pessoais a empresas que as solicitarem por e-mail. Cuidado com ofertas generosas e não concordar em revelar informações pessoais para participar de promoções.

5. Proteger o smartphone ou tablet


Baixar aplicativos para dispositivos móveis somente nas lojas de aplicativos oficiais. Atentar às opiniões de outros usuários que já adquiriram esses aplicativos antes de fazer o download e usar apenas apps de lojas como iTunes e Android Market. Utilizar uma proteção contra ameaças de malware móvel, não somente para manter a segurança contra vírus e navegar com seu dispositivo móvel de maneira segura como também para manter a privacidade, e em caso de perda ou roubo.

Fonte: TI INSIDE Online - Segurança
Publicado em: 09-01-2012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rival para o iOS? Windows 8 será um fracasso nos tablets, diz IDC

Para consultoria, novo sistema da Microsoft não traz nenhuma novidade nos PCs e chega muito tarde para brigar com o sistema do iPad e com o Android.



O Windows 8 ainda não está nem no seu estágio beta, mas a consultoria IDC já prevê que ele não será uma ameaça ao iOS, da Apple, e que poucos donos de PCs farão o upgrade do Windows 7 para o novo sistema.

E isso é apenas o começo – a companhia também afirma que os tablets com Windows 8 serão um fracasso. Essas precisões nada boas para a Microsoft estão em novo relatório chamado Worldwide System Infrastructure Software 2012 Top 10 Predictions.

O Windows 8 será amplamente irrelevante para os usuários de PCs tradicionais, e nós esperamos que não exista efetivamente uma atividade de upgrade do Windows 7 para o Windows 8 dessa forma”, diz o documento.

A razão para isso é até um pouco óbvia: se o que foi mostrado da versão preview para desenvolvedores do Windows for igual ao que chegar ao mercado, não há muitas coisas novas úteis para os donos de desktops e notebook. A nova interface Metro é claramente desenvolvida para telas sensíveis ao toque e tablets, e o Windows 8 no desktop se parece muito com o Windows 7. Simplesmente não há razões o suficiente aí para uma atualização de sistema.

As companhias em particular ficarão longe por causa dos problemas de compatibilidade que o Metro pode trazer às grandes empresas, assim como o suporte adicional e os novos treinamentos que seriam exigidos pelo Windows 8.

É claro que todo mundo que comprar um novo PC receberá o Windows 8. Por isso, haverá muitas cópias no mercado. Mas apenas não veremos muitos upgrades, aponta a IDC.

Interface Metro do Windows 8, que deve fracassar no mercado segundo a IDC


Tablets


Como o Windows 8 parece ter sido amplamente criado para tablets, como os tablets com o sistema se sairão no mercado? Conforme falamos acima, a IDC mais uma vez não ficou impressionada com o SO, e espera que as vendas de tablets Windows 8 em 2012 sejam “decepcionantes”

E a IDC não é a única a pensar assim, já que a consultoria Forrester recentemente alertou que por chegarem muito tarde no mercado, os tablets com Windows 8 fracassarão contra o líder iPad e outros rivais como o Amazon Kindle Fire e o Samsung Galaxy Tab.

É claro que, como o lançamento do Windows 8 ainda está um pouco longe, a Microsoft pode reconsiderar sua decisão de deixar a versão para desktop praticamente intocada. Mas não espere tantos upgrades como vimos no anterior Windows 7.

Fonte: IDG News Service / EUA
Publicado em 07-12-2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dez tendências tecnológicas para 2012

Dez áreas tecnológicas merecem a atenção das empresas hoje e no próximo ano, segundo estudo recém divulgado pelo Gartner. Entre elas, a empresa de consultoria classifica a mobilidade em primeiro lugar, por forçar as empresas a prepararem o seu software de modo a disponibilizarem acesso às aplicações de todas as formas possíveis e promover a consumerização das TICs ou a abordagem “Bring Your own Device” (BYOD) ou “Bring Your own Technology” (BYOT).

Não por acaso, a segunda maior preocupação para a estratégica dos CIO centra-se nas aplicações e interfaces e sua adaptação ao novo ambiente de mobilidade. A Gartner observa que os parâmetros válidos há 20 anos (baseados em janelas, menus e ícones) devem ser substituídos por tecnologias com enfoque na mobilidade, que incluem sistemas de interação por toque, por vídeo ou por voz, priorizando novos padrões como o HTML5.

A experiência do usuário de redes sociais e as tecnologias contextuais também serão um ponto extremamente importante na agenda dos líderes de TI para o ano de 2012, na lista da consultoria, junto com a chamada Internet das Coisas, que ocupa a quarta posição na lista. Neste sentido, as tecnologias de comunicação em proximidade ou Near Field Communication (NFC), para pagamentos móveis, começará a ter projetos concretos.

Também relacionada com a mobilidade, está a quinta tendência a ser considerada pelos CIOs no próximo ano: as lojas online de aplicações. A App Store e o Android Market, em conjunto, deverão distribuir cerca de 70 mil milhões de aplicações móveis até 2014. Da perspectiva do ambiente corporativo, isso significa passar de um planejamento mais centralizado para uma abordagem na qual é necessário ter em conta um mercado onde existem vários fornecedores e aplicações. Assim as empresas terão de avaliar melhor os riscos e o valor que cada uma traz para a organização como um todo.

 

BI e análise de dados


Muitas empresas já usam plataformas de Business Intelligence e soluções de análise de dados. Mas na verdade, diversos estudos têm mostrado que nem todas conseguem extrair o máximo de benefícios a partir delas. Por isso, existe ainda um longo caminho a percorrer nessa área. Considerando a conjuntura econômica, as empresas não podem deixar de investir em soluções capazes de permitir conhecer em profundidade as necessidades e o comportamento dos seus clientes. Isso permite a cada uma delas responder de acordo com as necessidades de seus clientes, melhorando assim seus negócios. Face à contenção nos orçamentos de investimento em TI, as empresas devem procurar extrair o máximo das soluções de BI que já têm. Nesse ponto, o enfoque no “Big Data” pode ser enganador.

A expressão “Big Data” ou grandes volumes de dados é usada para reconhecer o crescimento exponencial de dados, a disponibilidade e o uso da informação em ambientes futuros. Este conceito dá um peso indevido ao volume de informações a ser gerido, segundo o Gartner. Muitos CIO focaram-se simplesmente na gestão de grandes volumes de dados, esquecendo-se muitas outras dimensões relacionadas com a gestão da informação. Deixam no ar, assim, muitos desafios a serem abordados mais tarde, muitas vezes com maiores dificuldades. Questões de acesso e classificação de dados não podem ser negligenciadas. Caso contrário, segundo os analistas da Gartner, a empresa se verá obrigada a um novo investimento massivo – em dois ou três anos – para resolver problemas negligenciados quando da implantação de infraestrutura.

 

Nova fase para o modelo de cloud computing


Completam a lista compilada pelo Gartner as tecnologias in-memory, e os servidores de baixo consumo energético para cloud computing – a tendência mais comentada no mundo das TIC, desde que apareceu há cinco anos.

Apesar de ser um importante fator no setor das TIC, a cloud computing ainda não está produzindo os resultados esperados. De acordo com um estudo da Symantec, organizações que já investiram em tecnologias de virtualização e em plataformas de cloud, híbridas ou privadas, tendem a seguir um caminho semelhante: evoluir da virtualização de aplicações menos críticas para as mais importantes (como o e-mail e as aplicações de colaboração, de comércio eletrônico e da cadeia de abastecimento, bem como as de planejamento de recursos empresariais e de gestão das relações clientes).

Nesse sentido, mais da metade (59%) pretende virtualizar as aplicações de bases de dados ao longo dos próximos 12 meses. Cerca de 55% pretende virtualizar aplicações Web e 47% consideram virtualizar aplicações de correio eletrônico e calendário. Apenas 41% tencionam virtualizar aplicações ERP, segundo a Gartner.

E, à medida que as tecnologias de virtualização e as clouds privadas são cada vez mais adotadas, o custo e o desempenho dos sistemas de armazenamento crescem de importância na hora de escolher um ou outro sistema. Mais da metade dos entrevistados pela Symantec (56%) afirmou que os custos de armazenamento aumentaram com a virtualização de servidores.

Portanto, as três principais razões para a implantação de virtualização de sistemas de armazenamento, incluem redução dos custos operacionais (55%), melhorias de desempenho dos sistemas de armazenamento (54%), e melhorias do potencial de recuperação de desastres (53 %). Embora a tendência seja irreversível, a implantação real de cloud computing nem sempre satisfaz os critérios previamente estabelecidos. O estudo observa ainda que os projetos de virtualização de servidores são os mais bem sucedidos. Normalmente existe uma diferença média de 4% entre os objetivos propostos e os alcançados. É uma diferença muito menor do que a registrada para os sistemas de virtualização de armazenamento, em torno de 33%, com grandes decepções em termos de capacidades de escala, flexibilidade e redução dos custos operacionais.

 

Fonte: IDG Now!
Publicado em: 08/11/2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Faça ligações gratuitas para telefones fixos de qualquer lugar do Brasil


Aprenda a utilizar os serviços da Tellfree, que permite ligar para qualquer telefone fixo do país e conversar por até 10 minutos.


A empresa Tellfree está disponibilizando, por tempo indeterminado, o serviço de ligações gratuitas para qualquer telefone fixo do Brasil. A duração da chamada poderá ter até 10 minutos e ser realizada em qualquer horário. O serviço é disponibilizado por meio da tecnologia VoIP, ou Voz sobre IP, que nada mais é do que uma forma de realizar chamadas telefonicas por meio de uma rede de dados IP, seja na Internet ou a sua própria rede interna. A atração principal de VoIP é possibilidade de redução de despesas, uma vez que as chamadas trafegam pela rede de dados, em vez de a rede da empresa de telefonia.

Realizando chamadas

Para utilizar o serviço você vai precisar:
  • Microfone e caixa de som (ou fone de ouvido);
  • Java para Windows, Linux ou Mac;
  • Permissão do seu firewall;
  • Um navegador para acessar e utilizar o serviço de discagem.
Agora é simples. Acesse a página do serviço. Do lado esquerdo da tela, clique na imagem de um aparelho celular (sinalizado com a frase: faça chamadas gratuitas aqui).

Na tela que será aberta, digite o número que deseja telefonar, inserindo ZERO + CÓDIGO DE ÁREA + NÚMERO DO DESTINO. Exemplo: 011 2126 2700. Depois, basta clicar em Call e, para interromper a ligação, use Hangup. Atenção: mesmo que você esteja realizando uma ligação local, deverá inserir o código de área.


Fale com qualquer número fixo no Brasil sem pagar nada por isso
 
Antes de utilizar o serviço, é recomendável fazer um teste da sua conexão, que é oferecido pelo próprio site (clique na aba Teste de banda). Para que a telefonia IP tenha qualidade perfeita, sua conexão deverá garantir, no mínimo, 30k de upload e download por canal de voz (recomendação da empresa que oferece o serviço).

Ponto positivo e negativo

O lado bom é que o serviço não exige cadastro e o ruim é que, enquanto a ligação não é iniciada, são exibidas propagandas da empresa, o que é perfeitamente aceitável já que estão oferecendo o serviço gratuitamente. Outro detalhe: os 10 minutos começam a contar a partir do momento em que começa a chamar, e não do efetivo início da conversa.

 
Fonte: Cristine Gleria Vecchi, Superdownloads
Publicado em 09-11-2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desafios do "tsunami de dados"


Lançado pelo Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI, o livro O Quarto Paradigma debate os desafios da eScience, nova área dedicada a lidar com o imenso volume de informações que caracteriza a ciência atual.

Se há alguns anos a falta de dados limitava os avanços da ciência, hoje o problema se inverteu. O desenvolvimento de novas tecnologias de captação de dados, nas mais variadas áreas e escalas, tem gerado um volume tão imenso de informações que o excesso se tornou um gargalo para o avanço científico.


Nesse contexto, cientistas da computação têm se unido a especialistas de diferentes áreas para desenvolver novos conceitos e teorias capazes de lidar com a enxurrada de dados da ciência contemporânea. O resultado é chamado de eScience.

Esse é o tema debatido no livro O Quarto Paradigma – Descobertas científicas na era da eScience, lançado no dia 3 de novembro pelo Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI.

Organizado por Tony Hey, Stewart Tansley, Kristin Tolle – todos da Microsoft Research –, a publicação foi lançada na sede da FAPESP, em evento que contou com a presença do diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Durante o lançamento, Roberto Marcondes Cesar Jr., do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), apresentou a palestra “eScience no Brasil”. “O Quarto Paradigma: computação intensiva de dados avançando a descoberta científica” foi o tema da palestra de Daniel Fay, diretor de Terra, Energia e Meio Ambiente da MSR.

Brito Cruz destacou o interesse da FAPESP em estimular o desenvolvimento da eScience no Brasil. “A FAPESP está muito conectada a essa ideia, porque muitos dos nossos projetos e programas apresentam essa necessidade de mais capacidade de gerenciar grandes conjuntos de dados. O nosso grande desafio está na ciência por trás dessa capacidade de lidar com grandes volumes de dados”, disse.

Iniciativas como o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), o BIOTA-FAPESP e o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) são exemplos de programas que têm grande necessidade de integrar e processar imensos volumes de dados.

Sabemos que a ciência avança quando novos instrumentos são disponibilizados. Por outro lado, os cientistas normalmente não percebem o computador como um novo grande instrumento que revoluciona a ciência. A FAPESP está interessada em ações para que a comunidade científica tome consciência de que há grandes desafios na área de eScience”, disse Brito Cruz.

O livro é uma coleção de 26 ensaios técnicos divididos em quatro seções: “Terra e meio ambiente”, “Saúde e bem-estar”, “Infraestrutura científica” e “Comunicação acadêmica”.

O livro fala da emergência de um novo paradigma para as descobertas científicas. Há milhares de anos, o paradigma vigente era o da ciência experimental, fundamentada na descrição de fenômenos naturais. Há algumas centenas de anos, surgiu o paradigma da ciência teórica, simbolizado pelas leis de Newton. Há algumas décadas, surgiu a ciência computacional, simulando fenômenos complexos. Agora, chegamos ao quarto paradigma, que é o da ciência orientada por dados”, disse Fay.

Com o advento do novo paradigma, segundo ele, houve uma mudança completa na natureza da descoberta científica. Entraram em cena modelos complexos, com amplas escalas espaciais e temporais, que exigem cada vez mais interações multidisciplinares.

Os dados, em quantidade incrível, são provenientes de diferentes fontes e precisam também de abordagem multidisciplinar e, muitas vezes, de tratamento em tempo real. As comunidades científicas também estão mais distribuídas. Tudo isso transformou a maneira como se fazem descobertas”, disse Fay.

A ecologia, uma das áreas altamente afetadas pelos grandes volumes de dados, é um exemplo de como o avanço da ciência, cada vez mais, dependerá da colaboração entre pesquisadores acadêmicos e especialistas em computação.

Vivemos em uma tempestade de sensoriamento remoto, sensores terrestres baratos e acesso a dados na internet. Mas extrair as variáveis que a ciência requer dessa massa de dados heterogêneos continua sendo um problema. É preciso ter conhecimento especializado sobre algoritmos, formatos de arquivos e limpeza de dados, por exemplo, que nem sempre é acessível para o pessoal da área de ecologia”, explicou.

O mesmo ocorre em áreas como medicina e biologia – que se beneficiam de novas tecnologias, por exemplo, em registros de atividade cerebral, ou de sequenciamento de DNA – ou a astronomia e física, à medida que os modernos telescópios capturam terabytes de informação diariamente e o Grande Colisor de Hádrons (LHC) gera petabytes de dados a cada ano.


Instituto Virtual

Segundo Cesar Jr., a comunidade envolvida com eScience no Brasil está crescendo. O país tem 2.167 cursos de sistemas de informação ou engenharia e ciências da computação. Em 2009, houve 45 mil formados nessas áreas e a pós-graduação, entre 2007 e 2009, tinha 32 cursos, mil orientadores, 2.705 mestrandos e 410 doutorandos.

A ciência mudou do paradigma da aquisição de dados para o da análise de dados. Temos diferentes tecnologias que produzem terabytes em diversos campos do conhecimento e, hoje, podemos dizer que essas áreas têm foco na análise de um dilúvio de dados”, disse o membro da Coordenação da Área de Ciência e Engenharia da Computação da FAPESP.

Em 2006, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) organizou um encontro a fim de identificar os problemas-chave e os principais desafios para a área. Isso levou a diferentes propostas para que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) criasse um programa específico para esse tipo de problema.

Em 2009, realizamos uma série de workshops na FAPESP, reunindo, para discutir essa questão, cientistas de áreas como agricultura, mudanças climáticas, medicina, transcriptômica, games, governo eletrônico e redes sociais. A iniciativa resultou em excelentes colaborações entre grupos de cientistas com problemas semelhantes e originou diversas iniciativas”, disse César Jr.

As chamadas do Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI, segundo ele, têm sido parte importante do conjunto de iniciativas para promover a eScience, assim como a organização da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Processamento e Visualização de Imagens Computacionais. Além disso, a FAPESP tem apoiado diversos projetos de pesquisa ligados ao tema.

A comunidade de eScience em São Paulo tem trabalhado com profissionais de diversas áreas e publicado em revistas de várias delas. Isso é indicação de qualidade adquirida pela comunidade para encarar o grande desafio que teremos nos próximos anos”, disse César Jr., que assina o prefácio da edição brasileira do livro.
  • O Quarto Paradigma
    Organizadores: Tony Hey, Stewart Tansley e Kristin Tolle
    Lançamento: 2011
    Preço: R$ 60
    Páginas: 263
    Mais informações: www.ofitexto.com.br 

Por Fábio de Castro, Agência FAPESP
Publicado em 07-11-2011