quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Acelere a instalação do Windows 7 integrando um Service Pack

 

Veja como criar um instalador personalizado do Windows contendo as atualizações mais recentes e economize tempo na hora de formatar o PC.

 

Usuários de PCs sabem que, na hora de formatar a máquina e começar do zero, a instalação do Windows é apenas uma parte (relativamente rápida) do processo. É o passo seguinte, o download e instalação de todas as atualizações disponíveis, que geralmente consome a maior parte do tempo, podendo demorar horas dependendo da quantidade de atualizações e velocidade da sua conexão.

Mas dá para ser mais eficiente: neste artigo iremos mostrar como integrar o mais recente pacote de atualizações do Windows 7 (o Service Pack 1) ao instalador do sistema. Assim todo o processo será feito de uma vez só, e você ganha tempo.

 

Slipstreaming

O processo é baseado em uma técnica conhecida como Slipstreaming, e consiste em integrar as atualizações e service packs aos arquivos de instalação do sistema usando algumas ferramentas do próprio sistema operacional.

A técnica era fácil de executar no Windows XP e 2000, mas o Windows Vista e Windows 7 usam um novo processo de instalação, baseado em uma imagem de disco, que torna o processo antigo obsoleto. Para modificar uma imagem de instalação do Windows 7 é necessário extraí-la, descompactá-la, incorporar as atualizações e recriar o arquivo.

Embora a Microsoft ofereça ferramentas corporativas que ajudam os departamentos de TI a criar imagens de instalação do Windows 7 personalizadas, o processo para os usuários finais é muito mais complexo. Por sorte há alguns utilitários gratuitos que automatizam boa parte do processo, tornando muito fácil criar um disco de instalação do Windows 7 com o mais recente “service pack” com atualizações já integrado.

E além de integrar o Service Pack 1 ao instalador do Windows 7, vamos criar um pendrive de instalação, que torna o processo muito mais rápido do que seria a partir de um DVD. Com um instalador atualizado e um pendrive rápido, você poderá reinstalar o Windows 7 em questão de minutos.

 

Atualizando o instalador

Vamos começar juntando as ferramentas necessárias: um pendrive de 4 GB ou mais, um disco de instalação do Windows 7, o instalador do Service Pack 1 e dois utilitários gratuitos. O prmeiro é o RT Se7en Lite, que fará o trabalho de modificar os arquivos de instalação do sistema, e o segundo é o WinToFlash, que irá nos ajudar a criar o pendrive de instalação.

Recomendo que você use um pendrive com mais de 4 GB, pois assim além do instalador do Windows você terá espaço para todos os drivers necessários para seu computador, além dos instaladores de seus aplicativos favoritos. Ter tudo isso em um mesmo local é outra forma de economizar tempo.

Note que é necessário combinar as versões do Windows 7 e do Service Pack 1. Um DVD de instalação do Windows 7 64-Bit exige o uso da versão 64-Bit do SP1, e não dá para misturar as coisas (sistema de 64-Bit com Service Pack de 32-Bit, e vice-versa). Além disso, seu PC precisa ter pelo menos 4 GB de espaço em disco livre.

Baixe a versão Beta 2.6.0 (lá no rodapé da página de downloads) do RT Se7en Lite e instale. Se possível desabilite temporariamente seu anti-vírus, já que ele pode interferir no processo de “slipstreaming”, deixando-o mais lento.

Crie uma pasta no seu PC com um nome qualquer (ex: Windows7) e copie para dentro dela todos os arquivos do DVD de instalação. Depois que a cópia terminar abra o RT Se7en Lite, clique no botão Select OS Path na janela principal e indique a pasta que contém os arquivos que você acabou de copiar. Uma nova janela irá surgir com uma lista de versões do Windows 7: selecione a correpondente ao seu DVD. Nessa mesma janela marque a opção Slipstream Service Pack e clique em OK.

rt7lite-300pxRT Se7en Lite: integre os Service Packs ao processo de instalação do Windows

Uma nova janela com opções de Slipstreaming irá surgir. Clique no botão Browse no topo da janela e selecione o instalador do Windows 7 Service Pack 1 que você baixou anteriormente (windows6.1-KB976932-X64.exe, para sistemas de 64-Bit, ou windows6.1-KB976932-X86.exe, para sistemas de 32-Bit). Clique em Start.

O RT Se7en Lite irá começar a integrar o Service Pack 1 aos arquivos de instalação do Windows 7. O processo pode levar um bom tempo, especialmente em máquinas mais lentas. Em uma máquina de testes com processador quad-core e 8 GB de RAM, demorou cerca de 20 minutos. Em um PC mais modesto, com um processador Core 2 Duo e 4 GB de RAM, levou mais de uma hora.

Quando o RT Se7en Lite reportar que a operação foi concluída com sucesso, clique no botão Exit e feche o programa. A pasta para onde você copiou o conteúdo do DVD do Windows 7 agora contém um instalador atualizado, já com o Service Pack 1 integrado. Só falta copiar tudo isso para um pendrive.

 

Criando o pendrive

Para criar o pendrive de instalação basta instalar o Novicorp WinToFlash (gratuito para uso pessoal) e seguir os mesmos passos que detalhamos em um outro artigo que publicamos recentemente, chamado “Aprenda a instalar o Windows a partir de um pendrive”. Só há uma pequena diferença: na hora de indicar onde estão os arquivos de instalação do sistema (opção Windows files path: no Windows Setup Transfer Wizard) aponte para a pasta em seu HD com o instalador modificado, em vez de indicar o DVD original do Windows.

 

Instalando!

Para instalar o Windows basta reiniciar o PC a partir de seu novo pendrive (consulte o manual de seu computador para saber como). O instalador do Windows 7 irá surgir na tela, como se você estivesse usando o DVD original, com a diferença de que todo o processo será mais rápido.

Quanto tempo dá pra economizar? Em uma de nossas máquinas foram necessários apenas 6 minutos e 35 segundos para ir do início ao fim da instalação. Usando um DVD original do Windows o mesmo processo levou 14 minutos e 30 segundos, e isso não leva em conta o tempo necessário para baixar e instalar o Service Pack 1, que poderá chegar a várias horas, dependendo de sua conexão à internet.

 

Fonte: Marco Chiappetta, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil
Publicado em: 22-09-2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Melhore o sinal do seu Wi-Fi com latas de cerveja

 

Gambiarra é fácil de ser feita e pode melhorar sua conexão com a internet.

Que tal combinar uma boa cerveja com a internet?

Calma! Não estamos falando para você encher a cara enquanto navega, mas em melhorar o sinal do Wi-Fi utilizando a embalagem da bebida. Ao menos essa é a dica do wikiHow, que ensina a construir uma “antena parabólica caseira” para aumentar a recepção do modem.

Para isso, além do modem com sinal Wi-Fi, você precisa de uma lata de cerveja, uma tesoura, um estilete e uma massinha colante, como o durepoxi. Você terá um rebatedor de sinal. Ao invés do sinal ficar solto dentro de casa você pode direcioná-lo.

Após lavar o objeto muito bem e retirar o anel, corte fora as extremidades da embalagem com o estilete, deixando apenas um pedaço do metal do lado em que você bebe, para que você utilize essa parte como base da gambiarra.

Em seguida, faça um corte vertical na lata até chegar na ponta que você deixou intacta, sem tirá-la. Abra a embalagem e deixe-a intacta na base com a massa colante. Encaixe o objeto no modem através do mesmo buraco que você utiliza para beber a cerveja. Ao final da atividade, ele deve estar igual ao da imagem.

O processo é extremamente simples e explicado em apenas sete ilustrações, que você confere na galeria abaixo:

wifi2wifi3wifi4wifi5wifi6wifi7wifi8

 

Fonte: Anderson Couto, Prosissional Multimidia Digital
Acessado em 10-09-2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Crie seu pendrive de boot

 

Seu computador não tem drive de CD/DVD? Não se desespere! Saiba como utilizar o pen drive para dar boot na máquina

 

Com a redução dos preços dos notebooks e a popularização dos netbooks, muitos usuários ficam perdidos quando surge algum problema com o sistema operacional e precisam inicializar o computador. Isso porque, a maior parte dos usuários se acostumou a utilizar o disquete (na época do Windows 98 que contava com uma opção que criava um disquete de boot) ou, mais atualmente, do CD/DVD-ROM, para dar boot na máquina. Mas, se o seu computador não tem drive de CD/DVD, nem muito menos de disquete, como fazer para inicializar o sistema operacional quando tiver problemas?

Utilize o pendrive! Para ajudá-lo, criamos este tutorial. Apesar de conter alguns comandos que devem ser inseridos no prompt de comando (o que pode assustar aos usuários menos familiarizados), é muito simples de fazer. Basta seguir, passo a passo, as nossas dicas.

boot_usbUse o USB para inicializar seu sistema em caso de problemas

Um detalhe importante. Testamos esse tutorial nas versões do Windows Vista e 7 e funcionou perfeitamente mas, atenção, verifique se a sua máquina tem a opção de configurar o dispositivo USB na BIOS - normalmente os computadores mais novos permitem. Para entrar na BIOS da sua máquina, reinicie o computador e quando ele estiver reinicializando, pressione a tecla "Delete" ou "F2" do teclado (cada computador é uma tecla diferente).

Você precisará do DVD de instalação do Windows e de um pendrive com 4 GB. Atenção: transfira o conteúdo desse dispositivo pois todos os dados serão perdidos.

 

 

Passo a passo

No Windows Explorer, clique com o botão direito do mouse no drive correspondendo ao pendrive e selecione a opção Formatar. Na janela que surgir, em "Sistemas de arquivos", selecione "NTFS" e clicar em Iniciar. Será exibida uma mensagem indicando que todos os arquivos serão apagados.

Clique em OK e aguarde alguns minutos até que o processo seja concluído.

boot1Formatar o pendrive é o começo do processo

Em seguida, acesse o prompt de comando na função de administrador. Para isso, acesse "Iniciar", "Acessórios", e clique com o botão direito do mouse em "Prompt de Comando", selecionando, em seguida, a opção "Executar como administrador" e siga os passo a seguir:

  • Insira o CD do Windows (Vista ou 7) no drive. Vá até o Meu Computador, e veja quais letras que foram atribuídas ao drive e ao pendrive. No prompt de comando digite os seguintes comandos. Substitua a palavra "drive:" e "pendrive:", pelas letras correspondentes (veja a imagem).
  • Digite DRIVE: e tecle Enter;
  • Digite CD BOOT e tecle Enter;
  • Digite BOOTSECT /nt60 PENDRIVE:

boot2Crie o seu pendrive de boot usando o Prompt de Comando

Agora, basta inserir no pendrive os arquivos do CD de instalação do Windows e configurar a BIOS da sua máquina para que faça o boot pelo dispositivo USB (pendrive).

boot3Finalizando, configure a BIOS da sua máquina para fazer o boot via USB

Fonte: logo.superdownloads.365.70

 

 

Autor: Cristine Gleria Vecchi
Publicado em 01-09-2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Faça seu notebook “hibernar” depois de “dormir”

 

Reduza o consumo de energia quando o micro não está em uso, sem correr o risco de perder o que você estava fazendo quando parou.

 

Imagine que você precise deixar de usar seu notebook por algumas horas, para participar de um reunião por exemplo, mas pretende voltar a usá-lo mais tarde. Você não precisa deixá-lo ligado o tempo todo (o que consome energia), nem desligá-lo para religar mais tarde, o que exige tempo para o boot, reabrir os aplicativos e documentos que você estava usando, etc.

Os portáteis atuais entram automaticamente em um modo chamado “Sleep” (Suspender no Windows Vista, Standby no XP) depois de alguns minutos de inatividade ou quando a tampa é fechada, que reduz o consumo de energia mas permite retomar rapidamente o trabalho assim que ela é aberta. Popularmente isso é conhecido como “colocar o notebook para dormir”. É possível economizar ainda mais energia fazendo a máquina passar de Suspender para Hibernar após um período maior de inatividade.

Ambos os modos economizam energia, mas funcionam de forma diferente. Enquanto “dorme” o micro ainda está ligado, já que precisa de energia para manter o sistema, os aplicativos em execução e arquivos abertos na RAM. Mas quando um PC Hiberna, ele copia todo o conteúdo da RAM para um arquivo no HD e se desliga completamente.

A hibernação economiza mais energia (o consumo é zero), mas entrar e sair dela é mais demorado. É possível suspender e retomar o uso de um PC quase que instantâneamente, mas ele pode levar até um minuto para hibernar e outro para “acordar”.

Para ter o melhor equilíbrio entre economia de energia e conveniência, você pode unir as duas técnicas. Eu configurei meu PC para “dormir” após 20 minutos de inatividade, e para hibernar após 180 minutos. Isso quando plugado à tomada: na bateria os tempos são de 5 e 90 minutos, respectivamente.

opcoesenergia-360px

Para fazer o mesmo no Vista ou Windows 7 clique no Menu Iniciar, digite energia no campo de busca e selecione Opções de Energia. Na janela que surge, clique em Escolher tempo para desligar o vídeo na lista de opções à esquerda. Clique no link Alterar configurações de energia avançadas. Clique na seção Suspender e altere os tempos em Suspender depois de e Hibernar após de acordo com sua preferência. Clique em Aplicar para que as mudanças surtam efeito.

Pronto, agora seu PC terá bons sonhos, sem consumir energia desnecessariamente.

Fonte: Lincoln Spector, PCWorld EUA
Publicado em 01-09-2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Windows XP faz 10 anos: já passou da hora de abandoná-lo

De acordo com pesquisadores, arquitetura de segurança do sistema da Microsoft ficou ultrapassada após tanto tempo; analistas pedem que usuários desinstalem software.

 

Há exatos 10 anos a Microsoft começou a vender o Windows XP, e hoje o sistema ainda pode ser encontrado em quase metade dos computadores do mundo, de acordo com a empresa StatCounter.

Esse fato está mais um testamento da estratégia de parceria da Microsoft com as fabricantes de PCs do que algo particularmente atraente sobre a tecnologia do software, obviamente, mas não deixa de ser um feito e tanto.

Neste 10º aniversário do XP, no entanto, o chefe de pesquisas da empresa de segurança F-Secure, Mikko Hypponen, tem um pedido a fazer: “Faça uma boa ação hoje. Desinstale o XP.”

“O mais inseguro, de longe”

Levando em conta todos os sistemas operacionais atuais para computadores – incluindo o Windows XP,Vista, 7, Linux e Mac OS X – “o Windows XP tem a segurança mais fraca, de longe”, escreveu Hypponen em um post no blog da F-Secure.

“Dez anos é uma eternidade nesse negócio”, completa o pesquisador. “Por isso não é nenhuma surpresa que a arquitetura de segurança do XP esteja ultrapassada.”

No entanto, dado a persistente alta participação do sistema no mercado, “os invasores seriam estúpidos de gastar tempo e dinheiro direcionando ataques a qualquer outro sistema operacional”, sugere Hypponen. “Os invasores nunca tiveram uma vida tão boa. O alvo mais fácil também é o mais comum.”

Não demorará muito até que o Windows 7 ultrapasse o XP no mercado, diz Hypponen, e quando isso acontecer, os criadores de malware com certeza vão “começar a olhar ao redor” buscando diferentes plataformas para atacar.

Mas, enquanto isso, a situação atual “não pode ser mudada de forma rápida o bastante”, conclui.

 

Fonte: Katherine Noyes, PC World / EUA
Publicado em: 25-08-2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

iPhone e iPad podem ganhar sistema de projeção "interativo"

Aparelhos da Apple seriam capazes de criar áreas de trabalho virtuais, e manipular dados no estilo do filme "Minority Report"; registro de patente já foi feito pela Apple.

Seu iPhone, iPad ou qualquer outro dispositivo iOS que seja lançado no futuro podem ser capazes, no futuro, de trabalhar em conjunto para criar um espaço de trabalho compartilhado virtual, exibido em uma parede, porta ou qualquer outr superfície  lisa.

A U.S Patent and Trademark Office (ou Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA, em tradução livre) publicou nesta quinta-feira (12/8) um novo pedido de patente da Apple que sugere que a companhia pode integrar mini-projetores em futuros dispositivos iOS, como o iPhone e o iPad.

E esses projetos não servirão apenas para exibir uma apresentação de slides; em vez disso, eles criarão um espaço virtual que permitirá aos usuários compartilharem arquivos através dos aparelhos e até utilizar gestos no estilo  do filme "Minority Report", estrelado por Tom Cruise, para manipular os conteúdos. A patente foi descoberta pelo site Patently Apple.

O documento descreve como seria utilizar os aparelhos ou um Mac conectado a um projetor externo para criar dois displays separados; outra possibilidade seria combinar os aparelhos para criar uma projeção ainda maior.

A Apple chama esse método de “área de trabalho compartilhada” e, em ambas configurações, os aparelhos de projeção podem compartilhar conteúdos diretamente a partir de transferências de um dispositivo para outro ou em  rede compartilhada.

projetorapple01

Patente indica que Macs e dispositivos iOS poderão projetar áreas de trabalho virtuais

Este novo sistema pode também utilizar câmeras para detectar o movimento de sombras e silhuetas na frente dessa tela, o que permitiria, em tese, que os usuário pudessem manipular conteúdos exibidos na parede, como arrastar uma imagem de um display para o outro ou utilizar o movimento de pinça para reduzir o tamanho de uma imagem.

A área de trabalho do iOS é uma idéia interessante, no entanto, muitas companhias patenteiam ideias que nunca resultam em um produto final, logo, ainda não é certo se esse espaço de trabalho compartilhado verá a luz do dia.

Apesar disso, esse não é o primeiro rumor da Apple em relação a projetores: em dezembro, havia especulações de que o iPhone 5 teria um projetor compacto e, em abril, o site 9-to-5 Mac escreveu sobre uma patente de um sistema de projeção a laser que poderia ser integrado aos Macs. Em 2009, o Pattenly Apple também exibiu um documento de registro de propriedade intelectual do que seria um iPhone com um projetor.

Para esquentar as especulações a respeito dos planos da Apple com projeções, o MacRumors descobriu recentemente que a Apple adquiriu o domínio applepico.com.

 

Fonte: Macworld/Reino Unido
Publicado em:
15-08-2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mais 5 erros comuns durante o upgrade de um PC

Atualizar o hardware de seu PC é fácil, mas há uma forma certa e uma forma errada de fazer as coisas. Aqui estão 5 upgrades onde a maioria das pessoas erra, e dicas de como acertar.

 

PCs estão ficando mais poderosos e fáceis de usar, mas os desafios relacionados a um upgrade se mantiveram praticamente os mesmos. Para um novato, uma simples troca de HD pode parecer algo amedrontador. Já para o usuário experiente a troca em si pode ser fácil, mas é ainda mais fácil ignorar fatores que poderiam simplificar todo o processo e proteger melhor o hardware e os dados armazenados nele.

No artigo “5 upgrades do PC onde quase tudo mundo erra” eu explorei alguns dos erros mais comuns durante um upgrade. Neste, iremos observar os detalhes que são mais frequentemente ignorados em tarefas como a transferência de arquivos para um novo HD, instalação de uma placa de vídeo, atualização da BIOS do PC, configuração de uma rede Wi-Fi e como impedir que a validação do Windows arruine um upgrade que de outra forma seria um sucesso.

 

Transfira dados do jeito fácil

No artigo anterior eu mencionei os erros mais comuns cometidos durante uma troca de HD. O que não mencionei foi a forma mais comum de perder tempo no processo: a transferência dos dados. Copiar os arquivos de um HD velho para um novo pode levar horas e horas mesmo sob condições ideais, e escolher o método errado pode aumentar o tempo necessário para alguns dias.

Fabricantes como a Seagate e a Western Digital incluem com seus discos ferramentas que facilitam o processo. No caso da Seagate ela se chama DiscWizard: você a instala no PC antes de remover o HD “velho”, e pluga o novo ao micro usando uma gaveta USB ou um adaptador SATA/IDE para USB (mais barato).

Rode o programa, e quando o processo estiver completo simplesmente desligue o PC e troque os discos. O software Acronis True Image, que acompanha os HDs da Western Digital, funciona basicamente da mesma forma.

Se você vai usar um HD que não vem com um utilitário de clonagem de brinde, pode comprar uma cópia do Acronis True Image por US$ 30, com entrega via download. Ele funciona com HDs de qualquer fabricante.

 

Não se esqueça da BIOS

Conheço vários usuários de PCs que estão constantemente trocando processadores, memória e placas de vídeo, mas que raramente dão atenção a um dos componentes mais fundamentais do PC: a BIOS. Ela é o software básico (tecnicamente o “firmware”) que diz ao computador como inicializar o hardware, procurar por HDs, verificar a memória e por aí vai. Assim como em outros componentes, os fabricantes frequentemente atualizam a BIOS de seus produtos para adicionar suporte a novos padrões, novos recursos ou corrigir bugs.

Se você está usando o mesmo PC (ou a mesma placa-mãe) já há alguns anos provavelmente passou da hora de fazer uma atualização da BIOS. Isto é especialmente importante para quem está adicionando ao computador HDs de alto desempenho, placas de vídeo topo de linha ou o mais recente processador. Mas uma BIOS atualizada pode reduzir o tempo de boot do PC mesmo sem qualquer outro upgrade.

Para saber se a BIOS está atualizada, verifique o número da versão que aparece brevemente (por apenas alguns segundos) quando o computador liga, ou execute o utilitário “Informações do sistema” (clique em Iniciar, digite msinfo32.exe no campo de pesquisa e tecle Enter) e observe o item Versão/data do BIOS em “Resumo do sistema”.

Sabendo a versão da BIOS, visite o site do fabricante de seu PC ou placa-mãe e procure na seção de “suporte” uma atualização. Elas geralmente são organizadas por data, então fica fácil saber se há uma para você ou não. Só certifique-se de que você está na lista para a placa-mãe ou PC certos, já que instalar uma BIOS errada em um PC pode causar uma falha catastrófica (se bem que, na maioria dos casos, o software simplesmente irá avisar que seu hardware é incompatível e se recusar a prosseguir).

O processo de atualização varia de acordo com o fabricante. Alguns tem um utilitário que roda dentro do Windows, em outro é necessário copiar os arquivos para um pendrive ou CD e iniciar o PC a partir deles. Em qualquer caso, NUNCA desligue o computador ou interrompa o processo antes ele ser concluído, já que isso pode danificar a BIOS e impedir que seu PC funcione corretamente.

 

Evite incidentes com a placa de vídeo

Com exceção do processador, as placas de vídeo são o componente mais suscetível a erro humano. Isso acontece porque a tecnologia muda rapidamente à medida em que fabricantes desenvolvem novas formas de satisfazer a demanda de gamers cada vez mais exigentes.

Um upgrade da placa de vídeo pode dar errado de basicamente quatro formas:

  • Barramento errado
  • Conector de força errado
  • Tamanho errado
  • Sistema operacional errado

Se voce está procurando uma placa de vídeo nova. certifique-se de que seu PC irá suportá-la em todos os quatro quesitos. O primeiro é o barramento: PCs mais antigos usam uma interface AGP para conexão de placas de vídeo, em vez do moderno barramento PCI-Express. Algumas placas estão disponíveis em ambas as versões, então olhe com atenção a caixa ou descrição do produto antes de comprar.

PCs mais velhos ou modelos de baixo custo tem fontes de alimentação fracas, que são incapazes de atender à demanda das atuais placas de vídeo de alto desempenho. Observe o consumo de energia e o tipo de conector usado antes de comprar, e certifique-se de que a fonte de alimentação de seu PC dá conta do recado. Se não, você precisará trocá-la. Nem pense em “dar um jeitinho” e instalar a placa mesmo com uma fonte fraca: você irá queimar a fonte, e se der azar pode levar junto algum outro componente do PC.

Outro problema comum: certifique-se de que a placa cabe no gabinete do seu PC antes de comprá-la. Usuários de PCs com gabinetes “slim” costumam ser vítimas desse erro.

Por fim, verifique se a placa tem drivers compatíveis com o sistema operacional de seu PC. A Microsoft e os fabricantes de placas lançam constantemente novas versões de seus produtos, mas nem sempre estão em sincronia e as placas mais recentes podem simplesmente não ter drivers para versões mais antigas do Windows, como o XP.

 

Se você tiver que reativar o Windows...

Depois de um upgrade de hardware o Windows pode pedir uma reativação da licença junto à Microsoft. É a forma que a empresa encontrou para reduzir a pirataria e - embora seja um incômodo para quem faz upgrades frequentes - não deve ser um problema na maioria dos casos.

Na ativação inicial toda licença do Windows é registrada em um banco de dados da Microsoft (e em seu PC) junto com informações básicas sobre a máquina como tipo da placa-mãe, do processador e da placa de vídeo, entre outros, além dos números de série de alguns componentes e outros dados. Isto é uma espécie de “impressão digital” de seu PC, e o Windows a compara à configuração atual do hardware a cada vez que você liga o computador. Se certos elementos (ou muitos deles) mudarem, o Windows irá pedir para você reativar a licença.

Na maioria dos casos, o processo consiste em nada mais que clicar no botão “Ativar agora” na tela do PC. Talvez você tenha de redigitar o código de licença que veio com sua cópia do Windows. Mas se você trocar um componente crucial, como a placa-mãe, pode ser necessário telefonar para a Microsoft para reativar o sistema. Não se preocupe: basta explicar o que foi feito e os atendentes resolverão o problema rapidinho.

 

Evite erros comuns na migração do Wi-Fi

Ao longo da última década redes sem-fio domésticas passaram de tecnologia de ponta a necessidade básica em todo lar moderno. Mas alguns dos erros mais comuns nos acompanham desde o começo.

O pior deles é instalar um roteador e começar a usá-lo sem mudar uma única configuração sequer, incluindo a senha da interface de administração. Isto é assustador, já que deixa a rede aberta para que possa ser controlada por qualquer um que estiver ao seu alcance.

Um erro ainda mais comum é não atualizar o firmware do roteador. A maioria dos modelos inclui um botão na interface para procurar e instalar automaticamente novas versões do firmware, e ainda assim poucas pessoas o usam. As atualizações são importantes, pois além de melhorias de estabilidade e desempenho, podem trazer correções para falhas de segurança que deixam a rede exposta ou vulnerável a ataques de terceiros.

Na maioria dos casos o upgrade consiste em clicar no botão e esperar alguns minutos enquanto o firmware é baixado e instalado. Deixe o roteador sozinho durante esse processo, e depois de um rápido “reboot” ele está pronto para uso.

Fonte: Robert Strohmeyer, PCWorld EUA
Publicado em: 12-08-2011